quarta-feira, 2 de novembro de 2011

- Corrente de ar quente passou,


 e se moveu frio por minhas bochechas,ressecou minhas têmporas que tremeram e contraíram.Senti afiadas adagas no estômago,e dois punhos espremeram minha garganta.Senti,tecido malha fria se esfregar na minha nuca,som de passos na neve nos meus ouvidos.Algo morno encostou no meu pescoço,seguido de algo quente que fez círculos e coagulou o sangue das minhas veias.Não lembro bem se foi nessa parte que achei que não tivesse mais os pulmões funcionando.
  A corrente de ar acelerou,e correu da área afetada no meu pescoço, até uma área entre meu nariz e meu lábio superior,se aproximou...aproximou...e sumiu no instante em que me tocou,uma pedra bateu em cada uma das minhas mãos,formigou,adormeceu e eu as deixei cair.Senti um muros em cada parte do meu cérebro,formando uma caixa,aquele algo quente retornou,e se enrolou na minha lingua,acabou.Tudo explodia no meu estomago e morreu por la mesmo,meu olhos se abriram e focalizaram seu lábios,borrados pelo meu batom.

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